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Psicanálise e as três abordagens Teóricas – por Marília Prado


A psicanálise tem como fundador Sigmund Freud, sua finalidade é interpretar e compreender os sentidos implícitos, ao qual por meios de técnicas visa investigar aquilo que está além do objeto, consiste em um contexto teórico da psíquica unindo com a investigação das interpretações das ações e manifestações ocultas do indivíduo.

A psicanálise é um método investigativo e também um método terapêutico, assim como um método de abordagens aplicando ao ser humano, a cultura e a sociedade. Contudo, “(…) a Psicanálise uma ciência fundada sobre a observação, só lhe resta refletir sobre seus resultados do modo como eles se apresentam, isto é, necessariamente fragmentados (stückweise), resolvendo passo a passo os problemas que vão se colocando.” (MEZAN, 2007, p.332).

Nesse sentido a análise feita pela psicanálise acontece por meio de técnicas investigativas específicas para buscar o autoconhecimento, nesse sentido a psicanálise é dividida em três níveis, trata de um método de investigação (pesquisa), de um método psicoterápico, ou seja, uma abordagem terapêutica e um conjunto de teorias psicanalíticas e psicopatológicas.

Tendo como natureza interpretativa a psicanálise vem buscar algo não está explicito, onde busca primeiramente busca acessar aquilo que de fato real, concreto, afim de encontrar o que não está acessível, ou seja, o que causou determinada coisa.

No tocante a interpretação relacionada a psicanálise, MEZAN(2007, p. 334) discorre que:

​Interpretar um sonho é encontrar o seu sentido – o desejo inconsciente e as fantasias em que ele se incorpora. Mas esse desejo é igualmente uma das causas daquele sonho, sendo a outra a “potência psíquica” que se opõe à realização dele (responsável pela censura).

Ao elucidar o sentido, a interpretação revela também as causas, tanto materiais (o desejo inconsciente) quanto formais (as operações do processo primário que incidiram sobre o material original). O mesmo vale para as “tendências” cujo choque produz o ato falho, a piada ou o sintoma neurótico: tendências, desejos e pulsões são causas eficientes, forças que determinam aquilo que aparece na consciência.

Esses níveis ocorrem em sequências durante a análise, ou seja, no primeiro nível é tida como ferramenta de pesquisa da pessoa, o segundo nível aborda a relação analista e paciente, ocorrendo a aplicação do tratamento psicanalítico, e por último o terceiro nível que consiste em aplicar a psicanálise como ferramenta interpretativa, ou seja, um conjunto de relações interpessoais e da sociedade.


O aparelho psíquico se divide em três elementos, como inconsciente, pré-consciente e consciente, onde está interligados entre si, onde o método investigativo acontece por meio de gestos, palavras e delírios do aparelho psíquico, onde por meio da associação livre de ideias vem à tona, por meio dessa pesquisa de atos falho, lapsos de memória e a ideia de erro, são campos de interesses dessa primeira perspectiva da análise.


Não se pode fizer que a psicanálise busca atribuir um sentido para os sonhos, ou um método de adivinhação, ou seja, como discorre MEZAN (2007, p. 334) (…) não se trata de atribuir o sentido de um sonho ou de um ato falho a “algo” que neles se exprime, “algo” equivalente a um princípio que deve ser captado através de suas manifestações.”


As resistência, transferência e os desejos do indivíduo acontecem na segunda perspectiva, nesse método baseia-se de uma reflexão sobre a própria psicanálise, ou seja, voltadas pelo fenômenos do psiquismo, vem buscando analisar seu contexto passado-presente, nessa segunda abordagem da psicanálise, é utilizado um ambiente que deixará o indivíduo em um local onde possa revelar e descobrir durante o processo fatores existentes do aparelho psíquico.

Ainda como ponto principal dessa abordagem a escuta visa proporcionar um comprometimento para descobrir a fantasias do paciente, assim como dar importância a tudo que atribuído durante o conteúdo a ser descoberto durante o processo da terapia.

Uma perspectiva que se trata de uma nova forma de abordar o ser humano, a cultura e a sociedade é o ultimo passo da terapia, ou seja, a análise se utiliza nessa fase teorias psicanalíticas e também psicopatológicas.

Ainda nesse terceiro nível, a psicanálise é vista como um campo do saber e tem com objetivo abordar a autonomia, buscando tratamento sistematizados, onde passou aprimorar, e procura interpretar a sociedade, a cultura, a história, a artes e a política como um todo.

Contudo a psicanálise iniciou-se no ramo da medicina, mas entretanto com a finalidade de compreender como funciona a mente e como ela adoecia, utilizando se desses meios de abordagens em três níveis, passou a compreender de certa forma a análise da mente psíquica, onde ao criar uma teoria Freud, um método de pesquisa, assim como a utilização dessas abordagens um tratamento adequado para resolver problemas encontrados na psique do indivíduo, levando ao autoconhecimento, e a repercussão dos elementos da psíquica em sua vida.

Enfim, após análise feita pelo analista durante o processo da psicanálise, “(…) as descobertas isoladas se organizam num conjunto bem ajustado, e tem-se a visão de uma parte do acontecer psíquico; a tarefa está concluída, e estamos prontos para a seguinte.” (FREUD 1953, SA I, p.601, BN IIII, p. 3201 p apud MEZAN, 2007, p. 332).

REFERENCIAS
MEZAN, Renato. Que tipo de ciência é, afinal, a Psicanálise?. Natureza humana 9(2): pag. 314-359, jul, dez.2007.

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