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Cidades

Orelhão em Itararé: dos dias de glória ao esquecimento

Você possui, no mínimo, um celular. Telefone fixo, computador e tablet também fazem parte do conjunto de aparelhos que utiliza para se comunicar. Com isso, há muito tempo, o velho orelhão instalado na esquina de casa ficou esquecido. O mesmo aconteceu com grande parte dos ainda existentes em Itararé. Para a maioria das pessoas, viraram artigos do passado, aos quais só se recorre em algum momento de desespero, quando não há mais opções.

Ao questionar as pessoas sobre a frequência do uso do orelhão, grande parte nem se lembra quando foi a última vez que utilizou tal serviço. “Nossa, nunca uso. Nem lembro a última vez que telefonei de um orelhão”, afirma a auxiliar de loja Taisa Mendes, de 25 anos. Mas, forçando um pouquinho a memória, praticamente todos os entrevistados confessaram que o esquecido orelhão ainda é a saída para casos de emergência.

Foi o que aconteceu com a estudante Daiane Heloisa Chaves, de 22 anos, que um dia precisou recorrer a um dos orelhões instalados na frente da igreja matriz da cidade. “Usei devido uma emergência. É raro isso acontecer”, diz. Ela confessa que só lembrou do equipamento como última alternativa, porque seu celular ficou sem bateria e precisava fazer uma ligação.

Devido a essa e outras situações que, apesar do abandono, o aparelho continua nas ruas para atender as necessidades de toda a população, mas a preferência ainda é o celular. “Não podem retirar todos os orelhões da cidade. Existem pessoas que ainda não têm telefone fixo e nem móvel, além dos casos de emergência que podem acontecer com qualquer um a qualquer momento”, afirma o empresário Alcir Correa.

Em 2015, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou não só que os telefones públicos continuem existindo, como também que é obrigação das concessionárias do serviço torná-los acessíveis a todos.

Equipamentos velhos serão reaproveitados

A Vivo informou que, em março deste ano, readequou a planta de telefones públicos, considerando a demanda dos consumidores e a disponibilização em locais obrigatórios. “Os equipamentos recolhidos serão reaproveitados para fins de manutenção e substituição em casos de vandalismo, ou destinados conforme as normas ambientais vigentes. Em casos pontuais, a retirada dos componentes dos orelhões pode ocorrer em etapas, devido à necessidade de procedimentos diferenciados para recompor o local onde o telefone estava instalado”, explicou, em nota, a empresa.

Sobre as manutenções dos orelhões, a empresa informou que possui sistema remoto que detecta defeitos nos aparelhos, além de realizar vistorias periódicas e presenciais dos orelhões para garantir o pleno funcionamento dos equipamentos à população.

É possível acompanhar a disponibilidade da planta de Telefones de Uso Público (orelhões) por meio do Sistema Fique Ligado (sistemas.anatel.gov.br/fiqueligado/). No portal, é possível obter informações sobre orelhões instalados em cada estado e município e características individuais de cada aparelho, como número, localização e status de funcionamento.

Em caso de mau funcionamento dos telefones públicos, qualquer pessoa pode solicitar seu reparo, inicialmente realizando contato com a concessionária. Em Itararé, a solicitação deve ser feita à Vivo pela Central de Atendimento, número 103 15. A ligação é gratuita.

  

Alguns ainda devem ser mantidos

Em 20 de dezembro de 2018, foi aprovado o Decreto nº 9.619, que dispõe sobre o novo Plano Geral de Metas para a Universalização do Serviço Telefônico Fixo Comutado Prestado no Regime Público (PGMU), que estabelece o fim da obrigação de manter orelhões a cada 300 metros nas localidades atendidas com acesso individual, e da obrigação de garantir a densidade de quatro orelhões para cada 1.000 habitantes por município.

É por isso que, até o final de 2019, a agência reguladora estima que haverá uma redução de 70% da quantidade de orelhões existentes em dezembro de 2018. Só não podem ser retirados os orelhões instalados nas localidades com até 300 habitantes.

Nos locais com mais de 300 habitantes, as concessionárias devem ativar e manter orelhões em estabelecimentos de ensino regular, de saúde, de segurança pública, bibliotecas e museus públicos, órgãos do Poder Judiciário, órgãos do Poder Executivo e Legislativo, órgãos do Ministério Público e órgãos de defesa do consumidor, terminais rodoviários, aeródromos e áreas comerciais de significativa circulação de pessoa.

Cartões também somem

Não bastasse a dificuldade para encontrar um orelhão em pleno funcionamento ou em perfeito estado pelas ruas da cidade, quem tenta fazer um telefonema também enfrenta dificuldades para adquirir créditos, vendidos em formato de cartão telefônico, que já foi até item colecionável.

No centro da cidade, os Correios, antes o principal ponto de vendas, já não oferecem mais o produto. Entre as bancas de jornais e revistas, apenas uma ainda vende este item, na versão de 20 unidades. O preço do cartão é R$ 5 e, de acordo com a proprietário da Banca São Pedro, João Neves Motta, os principais compradores são os idosos.

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