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O que setembro amarelo vem nos dizer? por Ana Paula Leme

Ana Paula Lemes dos Santos
Psicologa – Especialista em Psicoterapia Psicanalítica
CRP 06/124720

Desde 2015 o mês de setembro traz consigo a Campanha Setembro Amarelo, visando a prevenção do suicídio. Mas precisamos compreender que é muito mais do que uma campanha em que deve ser lembrado com o famoso lacinho amarelo, e sim que estamos falando da necessidade de conscientizar a sociedade quanto ao alto índice de suicídio a nível mundial, e estarmos atentos que é falar sobre vida, sobre pessoas que deixam de viver por dores da alma.

É um mês que somos convidados a pensar e realizar ações em prol da vida, da prevenção do suicídio e falar sobre a importância de cuidar da saúde das nossas emoções, mostrando que cuidar da mente é tão urgente quando cuidar do físico.

O assunto suicídio ainda é tabu, pouco ouvimos falar, a mídia evita por medo de aumentar os números, nós quando ficamos sabendo que alguém próximo cometeu o ato tendemos a silenciar, talvez por que nos sentimos impotentes e culpados por não ter ajudado.

Falar sobre suicídio é uma questão de saúde pública, para pensar e abordar o ano todo, é preciso saber ouvir o outro principalmente quando nos fala das suas fragilidades, não é fácil falar das nossas dores e dificuldades, e se alguém te fala disso, ouça com empatia.

Estudos afirmam que a maior parte dos suicídios são causados por transtornos mentais, muitas vezes não tratados, ou até mesmo casos em que as vítimas nem pensaram na necessidade de tratamento.  Pesquisas afirmar que 60 % dos que morrem por suicídio não buscam ajuda, e que 90 % dos suicídios poderiam ser evitados com ajuda psicológica.

O ato de acabar com a própria vida é um acontecimento complexo e doloroso, no qual podemos compreender que a pessoa não tem como objetivo a morte, mas sim o fim do sofrimento que está passando.

Esses sofrimentos podem ser de várias naturezas, dentre elas a depressão. Geralmente suicídios são planejados e essas pessoas em potencial sofrimento dão sinais, de maneiras conscientes ou inconscientes.  Quando presenciamos esses sinais é importante oferecer apoio e encorajar o mesmo a procurar ajuda de profissional da saúde mental, para iniciar um processo de enfrentamento e superação.

Ouvir alguém falando que tem pensamentos suicidas não é simples, mas quando isso acontece pode significar que a pessoa está confiando em nós para expor essa fragilidade, essa atitude é um passo importante para encorajá-la a buscar por tratamento.

Precisamos divulgar o Centro de Valorização da Vida (CVV), que é uma organização que busca dar apoio emocional e prevenção do suicídio para quem precisa. Para acessar o serviço basta ligar 188, o atendimento é gratuito, anônimo, realizado sob a guarda de sigilo.

Se você ou algum conhecido estiver com pensamentos suicidas, saiba que não está sozinho e que existem formas de cuidar desse sofrimento que hoje parece não ter saída. Procure pelos profissionais de saúde mental do seu município, em casos de dificuldade de acessar esses serviços ou até mesmo vergonha, ligue 188.

Para lidar com suicídio o mais importante é o acolhimento dos amigos e familiares, juntamente com acompanhamento médico e psicológico.

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